Interações dos meus amigos poetas

Miguel Jacó

ASSINTOMÁTICOS DO AMOR.

 

Ao nascermos somos assintomáticos do amor,

Ao menos no concernente aos desejos viscerais,

Mas crescemos em corpo e por vezes até demais,

Deixando os sentimentos num apego bem voraz.

 

As paixões se apresentam com vestes sedutoras,

Sem dar chances a razão e dizem ser professoras,

Nos afundam no tesão,numa busca promissora,

Porem vem na contramão a perca de toda lavora.

 

Querer à quem não nos quer,é um fato destruidor.

ESCOLHAS

 Um sentir amargurado abraça meu coração.

Diante da vida, meu corpo é um pedaço de nada.

Os olhos vagueiam cegos em busca de solução.

Em meu peito reina a solidão, pela dor obstinada. 

 

O que restou... Apenas palavras caladas.

Das flores, espinhos cravados em minha pele mutilada.

Minhas verdades em minha garganta silenciadas.

A esperança, por escolhas erradas, desolada.

 

Diante da vida, meu corpo é um pedaço de nada...

Copyright © 2013 - Todos os Direitos Reservados à Marcela Re Ribeiro - Reprodução Proibida

Aurismar Marinho

Verdade, o desejo nos consome sem que nada possamos fazer...

 

Por ele balbuciamos os nomes de tudo e todos que nos dão prazer.

 

Todavia, por trás dessa fome há um medo que nos faz pensar e tentar esquecer esses nomes, as pessoas, as coisas, nosso cobiçar...

 

É, esse medo...que muito atormenta, mostrando que a razão quer falar...

 

Que é ela que nossas vidas sustenta, embora vivamos sempre a desejar.

 

Então, sofrendo, sozinho vivemos, em meio a uma dor que devora nosso peito porque tanto queremos quem e o que não temos aqui e agora.

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